(Foto: Arnaldo Alves / ANPr)
Terrazza Panorâmico

O juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 9ª Vara Criminal de Curitiba, acatou a denúncia do Ministério Público do Paraná e transformou o ex-governador do Paraná Beto Richa e outras cinco pessoas rés em um processo da Operação Quadro Negro, que apura desvios de, pelo menos, R$ 20 milhões, que deveriam ser utilizados para obras de reformas em escolas públicas do Paraná, entre 2012 e 2015.

Segundo a denúncia, uma organização criminosa, que contava com a participação de agentes públicos e privados, atuou na Secretaria da Educação do Governo do Estado do Paraná, praticando crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e de fraudes em licitações cujo objeto era a construção e reforma de escolas públicas estaduais.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR), Richa era o chefe da organização criminosa e os pagamentos eram feitos a pessoas indicadas por ele.

Richa responde pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e prorrogação indevida de contrato de licitação.

Além do ex-governador, viraram réus na operação, Luiz Abi Antoun, primo de Richa, Ezequias Moreira, ex-secretário do governo Richa, Jorge Atherino, considerado o operador financeiro do ex-governador, além de Maurício Fanini, ex-diretor da Secretaria de Educação do Paraná (Seed) e Eduardo Lopes de Souza, proprietário da construtora Valor. Os dois últimos são os delatores do suposto esquema de corrupção.

Na decisão, Fischer apontou que “indícios de autoria estão consubstanciados no conjunto de elementos probatórios”, como os despachos assinados por Richa “autorizando a realização de termos aditivos nos contratos de construção e reforma das escolas estaduais”.

O juiz também relata alguns aditivos assinados pelo ex-governador. Segundo a denúncia, no dia 09 de dezembro de 2014, Richa autorizou seis aditivos aos contratos das escolas no mesmo dia e todos em favor da construtora Valor cuja soma dos valores ultrapassa R$ 5 milhões.

O ex-governador está preso desde a última terça-feira (19), no Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

As defesas de Maurício Fanini e Eduardo Lopes afirmaram que os clientes estão à disposição para continuar colaborando com a Justiça.

Já a defesa de Jorge Atherino disse que vai se manifestar nos autos, assim como a defesa de Ezequias Moreira.

A CBN Curitiba tenta contato com a defesa de Beto Richa e de Luiz Abi Antoun.

Repórter William Bittar