Foto: Lucian Pichetti
Terrazza Panorâmico

Exatamente um mês após o temporal que deixou um rastro de destruição em Guaratuba, no litoral do Paraná, o clima voltou a castigar a cidade.

Na manhã deste domingo (17), os moradores dos bairros Piçarras, Mirim, Coahapar 2, Carvoeiro e Nereidas amanheceram embaixo d’água. O nível da enchente chegou a um metro. Muitas famílias perderam tudo. De acordo com o prefeito da cidade, Roberto Justus, 150 pessoas estão abrigadas no ginásio de esportes Governador José Richa.

As ruas do bairro Cohapar 2, um dos mais afetados, viraram rios. O barco é o único meio de locomoção. Famílias inteiras ficaram ilhadas, como a da dona de casa Silmara Mendes. Ela conta que acordou com a água batendo na cama e que não pode salvar nada.

Voluntários juntaram alimentos e produtos de higiene e limpeza e, de barco, distribuíram os mantimentos entre as famílias ilhadas. Em algumas casas a água bateu quase no teto. Quem levou a ajuda também perdeu tudo na enchente. É o caso do Jhonatan Gonçalves de Oliveira, que mora na cidade há seis anos e nunca tinha visto a água subir tanto.

Além das chuvas intensas, a maré alta – que demorou para retornar – contribuiu para a enchente. De acordo com a prefeitura, esta foi a maior desde 2008. A dona de casa Débora Linhares veio de Curitiba, há cinco meses, tentar a vida em Guaratuba. A água levou tudo o que ela tinha em casa.

De acordo com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), em três dias, choveu cerca de 60% do previsto para todo o mês de fevereiro na região. De sexta (15) a domingo, o Simepar registrou 196 milímetros de chuva em Guaratuba. A média para o mês de fevereiro é de 294 milímetros.

De acordo com a Defesa Civil, há risco de deslizamentos no município e as equipes estão em alerta. Dados do Simepar indicam que as chuvas continuam intensas nesta segunda-feira (18) na região do Litoral e começam a perder forças a partir de terça-feira (19). O prefeito orienta a população que está em áreas de risco.

As doações podem ser entregues diretamente no Ginásio Governador José Richa, que fica na rua José Nicolau de Abagge, no centro da cidade. Alimentos e produtos de higiene e limpeza são prioridade.

Repórter Lucian Pichetti