Coluna de Renato Follador: Matar a vaquinha

Havia uma família muito pobre. Só tinha uma pequena e magra vaquinha que, apesar de tudo, dava leite todo dia, o único sustento da família. Eram tão miseráveis que despertaram a piedade do vizinho.
Este foi consultar um sábio sobre como poderia ajudar.
O sábio disse: vá até a casa deles, pegue a vaquinha e mate-a.
O homem humilde não entendeu o conselho, mas executou o plano.
Anos depois, encontrou o sábio que lhe perguntou:
– E, então, como estão seus vizinhos?
O homem respondeu.
– Mestre, você não imagina! Naquela mesma noite matei a vaquinha. Nos dias seguintes tudo o que se via naquela casa era puro desespero. Eles choravam o tempo todo. Diziam que iam morrer de fome, que era o fim. Então, uma semana depois, os pais começaram a plantar verduras e os filhos abriram uma humilde barraca na feira na cidade. A barraca virou uma pequena venda e depois um supermercado. Hoje, me contaram que vão abrir outra loja na cidade vizinha.
O velho sábio foi embora sorrindo.
Se a vida não nos dá um empurrão, só matando nossa vaquinha para progredirmos. Mas isso não é fácil, requer coragem e fé.
Por isso, são poucos os realizados e felizes.
A acomodação à escassez, a desistência dos sonhos e a expectativa da sorte nos conduzem à miséria e ao insucesso.
Pobre é quem não se atreve a enriquecer.



Categorias:Renato Follador - Previdência

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