Soltos, João Santana e Mônica Moura não podem deixar o país e nem ter contato com acusados na Lava Jato

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Após mais de cinco meses presos, o ex-marqueteiro do PT, João Santana, e a sócia e esposa dele, Mônica Moura, foram soltos. O casal precisou pagar fianças que, juntas, ultrapassam trinta milhões de reais.

O casal saiu pela porta da frente da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, por volta das 16h30, desta segunda feira (01/08). Acompanhados dos advogados, o ex-marqueteiro do PT, João Santana, e a sócia e esposa dele, Mônica Mouram sorriam quando deixaram o prédio. Calados, sem falar com a imprensa, eles foram embora em uma BMW.

Nesta segunda feira, o juiz Sérgio Moro acatou o pedido da defesa dos acusados e revogou as prisões preventivas. A prisão foi substituída por medidas cautelares alternativas. Para serem soltos, os dois tiveram que pagar fianças que, somadas, ultrapassam R$ 30 milhões. O dinheiro já estava bloqueado pela justiça e foi revertido em fiança.

O advogado de defesa de Mônica Moura, Juliano Campelo Prestes, afirma que informações ditas pelo casal em depoimento colaboraram para que o pedido de soltura fosse aceito.

O ex-marqueteiro e a esposa foram presos em fevereiro deste ano na 23ª fase da Lava Jato, batizada de Acarajé.  As investigações mostraram que os dois receberam milhões de dólares em contas secretas no exterior; e milhões de reais em espécie aqui no Brasil. O dinheiro seria fruto de esquemas de corrupção na Petrobrás.

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o casal admitiu ter recebido dinheiro de caixa dois da campanha de Dilma Rousseff à presidência da República em 2010.

No despacho, Moro avalia que, nesta fase processual, com a instrução das ações penais chegando ao fim, não é mais necessário manter os dois presos. Ao serem soltos, eles passam a cumprir as medidas cautelares determinadas.

Os dois ainda estão proibidos de sair do país e vão ter que entregar os passaportes à Justiça. Não podem manter contato com acusados ou investigados na operação Lava Jato. Estão proibidos, também, de participar de campanhas eleitorais e devem comparecer a todos os atos do processo. O advogado de Mônica Moura não disse para onde o casal deve ir a partir de agora.

O juiz Sérgio Moro também afirmou, no despacho que determinou a soltura, que reconhece a intenção de João Santana e de Mônica Moura de esclarecer os fatos investigados.

O advogado de Mônica Moura confirma que uma possível delação premiada está em negociação. No entanto, ele fala que a discussão do acordo não está relacionada com a soltura do casal.

João Santana e Mônica Moura chegaram a ser transferidos para penitenciárias, mas há cerca de um mês estavam presos na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Eles são acusados pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Repórter Ana Krüger



Categorias:Lava Jato

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