Queiroz Galvão tentou barrar a CPI da Petrobrás, diz força-tarefa da Lava Jato

Deflagrada nesta terça-feira, a 33ª fase da Operação Lava Jato tem como foco a Queiroz Galvão.

Terceiro grupo em volume de contratos com a Petrobras e uma das integrantes do chamado clube das empreiteiras, a empresa é investigada pelas fraudes em contratos e por pagamentos milionários de propina, inclusive numa tentativa de frear os trabalhos da CPI da Petrobras, em 2009.

Além de pagar vantagens indevidas para garantir contratos com a Petrobras, a empreiteira Queiroz Galvão também desembolsou valores milionários para atrapalhar as investigações da CPI da Petrobras, criada no Senado em 2009.

Indícios da obstrução embasaram novos mandados de prisão, busca e apreensão e conduções coercitivas em mais uma fase da operação Lava Jato.

Um vídeo gravado é um desses principais elementos. Nele, os investigados aparecem oferecendo “um suporte” ao senador tucano Sergio Guerra, morto em 2014.

De acordo com a delegada da Polícia Federal Renata da Silva Rodrigues, a filmagem foi feita em 2009 revela uma tentativa de frear a CPI.

De acordo com o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, integrante da força-tarefa, a Queiroz Galvão abarca todos os tipos de conduta delituosa encontrados na operação até agora.

Os partidos que receberam repasses são o PP e o PT. A força-tarefa confirma que há parlamentares com foro que foram beneficiados, mas os nomes – três ou quatro – não foram divulgados.

As propinas, nas mais diversas modalidades, foram apenas parcialmente rastreadas. Foram identificados 20 milhões em pagamentos no Brasil e mais valores ainda estão sendo verificados no exterior. Teriam sido pagos por meio de contas secretas.

Batizada de “Resta Um” a 33ª fase da operação seria apenas uma alusão à própria empresa, última grande empreiteira a ser alvo da Lava Jato. A afirmação é do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.

Na fase desta terça-feira, foram presos dois antigos executivos da empreiteira: o ex-presidente da construtora, Ildefonso Colares Filho, e o ex-diretor, Othon Zanoide de Moraes Filho. Os dois serão trazidos para Curitiba ainda nesta terça.

Há ainda um mandado de prisão preventiva em aberto, de Marcos Pereira Reis, ligado a Quip S/A, consórcio do qual a Queiroz Galvão é sócia majoritária. Segundo a PF, ele está no exterior.

Repórter Cristina Seciuk



Categorias:Lava Jato

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