Coluna de Renato Follador: Vida morna

Eu sempre me perguntei o que leva as pessoas a escolherem uma vida morna, bege, sem sal, sem emoção e sem convicção. A viverem o nada.
Quantas pessoas, nas quais sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz, estão aí perambulando pela vida esperando o tempo passar e a morte chegar.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris seria de tons de cinza.
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a possibilidade de merecer.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Arriscar viver é a única maneira de sentir frio na barriga quando encontra a sua alma gêmea, a explosão de alegria de ter se formado, o orgulho de ter comprado a casa dos sonhos, o deslumbramento de pisar pela primeira vez num país diferente, a realização de ganhar dinheiro fazendo o que gosta e a plenitude de se sentir realizado.
Por isso, amigo, para viver de verdade só há um caminho: acreditar em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.



Categorias:Renato Follador - Previdência

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