Nova denúncia do MPF mira fraudes em contratos firmados com a Petrobrás

A força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal apresentou, nesta terça-feira (9), uma nova denúncia. As quinze pessoas denunciadas são foco da 31ª fase da operação, chamada de “Operação Abismo”, deflagrada em julho deste ano.

São denunciados os crimes de cartel, corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo o MPF, as fraudes foram cometidas na celebração do contrato para a reforma do Centro de Pesquisas da Petrobrás.

O contrato foi firmado em janeiro de 2008 pelo Consórcio Novo Cenpes com a Petrobrás. O consórcio era formado pelas empresas OAS, Carioca Engenharia, Schahin, Construbras e Construcap.

O Ministério Público Federal relata que para que o negócio fosse fechado, executivos do consórcio pagaram mais de R$ 20 milhões em propinas. O dinheiro foi para funcionários do alto escalão da Petrobrás e representantes do Partido dos Trabalhadores (PT).

A previsão era de que a obra custasse R$ 850 milhões. Os desvios e superfaturamentos levaram a reforma a custar mais de R$ 1 bilhão. As fraudes envolveram pelo menos 19 contratos firmados com a Petrobrás.

Conforme ficou comprovado, os 15 denunciados se dividiam em  quatro núcleos criminosos: empresarial, operacional, político e administrativo. Dos quinze, onze foram denunciados pela primeira vez no âmbito da Lava Jato.

O principal alvo da Operação Abismo é o ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, que representava o núcleo político do esquema. Ele teria recebido parte das propinas pagas pelos empresários. Ele é o terceiro ex-tesoureiro do PT investigado na Lava Jato.

O primeiro foi João Vaccari Neto, condenado há mais de vinte anos de prisão. O segundo foi Delúbio Soares, investigado pela Lava Jato e já condenado pelo Mensalão.

Confira a lista completa dos denunciados:

Núcleo empresarial era integrado por nove sócios e administradores da OAS, Carioca, Schahin, Construbase e Construcap: Roberto Ribeiro Capobianco, Ricardo Pernambuco Backheuser Júnior, Ricardo Backheuser Pernambuco, José Antônio Marsílio Schwarz, José Aldemário Pinheiro Filho, Genésio Schiavinato Júnior, Erasto Messias da Silva Júnior, Edison Freire Coutinho e Agenor Franklin Magalhães Medeiros.

Núcleo operacional: Adir Assad, Rodrigo Morales e Roberto Trombeta, além de Alexandre Correia de Oliveira Romano, advogado que firmou acordo de colaboração premiada com a força-tarefa.

Núcleo político: o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Paulo Adalberto Alves Ferreira.

Núcleo administrativo: ex-diretor de serviços da Petrobrás, Renato de Souza Duque.

Repórter Ana Krüger



Categorias:Lava Jato

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