Coluna de Renato Follador: Dinheiro de previdência privada não se divide

Numa palestra que fiz semana passada, um participante me perguntou: o casal deve ter uma vida financeira comum, compartilhando todas as despesas e investimentos?
Minha resposta: depende.
As despesas financeiras sim, afinal, nos dias de hoje, quando ambos têm um emprego e possibilidade de se manterem, não tem sentido só um gastar com as despesas que são comuns de uma vida familiar. Na Europa, é regra. Em tempos de orçamento apertado, então!
Já quanto a investimentos, aqueles de curto e médio prazo, como poupança para dar entrada numa nova casa, para trocar de carro, para fazer uma viagem ao exterior, para pagar uma faculdade particular para o filho, devem sim ser compartilhados.
Agora, quando o investimento for para o longo prazo, como para a aposentadoria, este é um projeto individual. Lá na frente, se algo não sair como o planejado, não haverá tempo, nem idade, para reiniciar o projeto.
Infelizmente, são tantas as uniões desfeitas, que não vale a pena arriscar tudo por tão longo tempo numa relação que pode ser rompida.
A previdência privada é um patrimônio pessoal impenhorável, pois renda para a velhice. E o segurado pode escolher livremente a quem deixar o dinheiro se ele vier a falecer. Inclusive ter o cônjuge como beneficiário principal. Mas o dinheiro sempre será dele. Ponto.



Categorias:Renato Follador - Previdência

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