“Corrupção vai muito além da Petrobrás”, diz coordenador da força-tarefa da Lava Jato

(Vladimir Platonow/Repórter da Agência Brasil)

(Vladimir Platonow/Agência Brasil)

“Não é possível prever até quando vai a Operação Lava Jato”. Foi o que o disse nesta segunda-feira (15) o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol. A declaração do Procurador da República foi dada em uma entrevista à rede CBN.

Um dos motivos para a força-tarefa da Lava Jato ainda ter muito trabalho é a extensão da corrupção. O procurador afirma que as fraudes vão muito além da Petrobrás e atingem, também, administrações estaduais e municipais.

O coordenador da força-tarefa da Lava Jato lembra que, segundo as investigações, os esquemas de corrupção eram usados para garantir a governabilidade de vários partidos e políticos.

Deltan Dallagnol falou ainda sobre os frequentes ataques à operação Lava Jato. O procurador fala que a força-tarefa é formada por centenas de integrantes, em vários órgãos diferentes, e defendeu a imparcialidade da operação.

O procurador da república é um dos propositores das “10 medidas de combate a corrupção”. Entre as propostas estão, por exemplo, a criminalização do enriquecimento ilícito, o aumento das penas e a criminalização do Caixa 2.

O projeto foi apresentado em março no Congresso Nacional e aguarda a criação de uma comissão especial para analisar as mudanças sugeridas.

Repórter Ana Krüger



Categorias:Lava Jato

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