SOS Mata Atlântica quer que Paraná suspenda licenças de desmatamento até 2018

Foto: SOS Mata Atlântica

Foto: SOS Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica enviou ao governador Beto Richa um pedido de suspensão das licenças de desmatamento até 2018. Um levantamento da organização coloca o Paraná como estado líder em desmate nos últimos trinta anos.

O pedido de moratória quer suspender até o fim de 2018 a emissão das autorizações pelo estado e rever as concedidas nos últimos 24 meses.
A medida tenta frear o avanço do desmatamento no Paraná.

Em maio, a fundação divulgou um levantamento em parceria com o Inpe, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. O Paraná é o estado que mais desmatou nos últimos trinta anos, segundo a pesquisa. Entre 1985 e 2015, foram desmatados mais de 456 mil hectares, área equivalente a mais de dez cidades de Curitiba. Só entre 2014 e 2015, o estado desmatou 1.988 hectares.

A diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, Márcia Hirota, é uma das autoras do pedido de moratória. Ela explica quais regiões do Paraná são mais atingidas pelo desmatamento.

O pedido de moratória também foi enviado ao Ministério Público do Paraná e é analisado pelo promotor Alexandre Gaio, da promotoria de proteção ao meio ambiente. Segundo o órgão, a medida coincide com uma recomendação já feita ao governo do estado.

A Mata Atlântica é o único bioma que possui uma legislação específica. A lei autoriza o desmate de mata nativa apenas em casos de utilidade pública e de interesse social. O pedido feito ao governo do estado busca identificar se todo o desmate do estado é autorizado ou se parte é ilegal.

Em maio do ano passado, secretarias estaduais de meio ambiente de vários estados brasileiros, inclusive do Paraná, assinaram a “Carta nova história para a mata atlântica”. Desde então, o Paraná se comprometeu a zerar o desmate ilegal até 2018.

Em nota, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) disse que analisa o pedido de moratória e que, por recomendação do Ministério Público, já revisa a emissão de autorizações de desmate.

O órgão informou ainda que combate o desmatamento ilegal com uma força tarefa de fiscalização. No primeiro semestre deste ano, o IAP identificou cerca de 514 hectares desmatados de forma irregular. Também foram achadas 1373 araucárias derrubadas sem a devida autorização ambiental. No mesmo período, as multas aplicadas somam cerca de R$ 6 milhões.

Repórter Ana Kruger

 



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