Coluna de Renato Follador: Longe dos aposentos

A sociedade atual dá demasiada importância ao trabalho e ao trabalhador e uma conotação negativa ao aposentado. Quando para, ele sofre do etarismo- que é o preconceito contra a idade-, da perda da identidade profissional e do esvaziamento das amizades, muitas delas fruto de sua atividade.
Tudo isso associado ao sentimento de desvalorização e inutilidade tem levado muitos aposentados a um quadro de tristeza profunda, desilusão, depressão, doenças degenerativas e morte.
Por isso, a preparação psicológica para a mudança de status e de rotina, que ocorre com a aposentadoria, é fundamental.
Alguns especialistas diziam que aposentadoria significava retirar-se para os aposentos.
Esta antiga conotação tem relação com uma época em que as pessoas paravam e usufruíam pouco da aposentadoria, pois a longevidade era muito baixa.
Ao longo das últimas décadas, a idade de aposentadoria permaneceu a mesma, mas a longevidade aumentou muito. Resultado: hoje, os trabalhadores se aposentam e ainda têm um longo caminho pela frente, que pode chegar a 30 anos.
É isso aí, o final da jornada de trabalho não pode mais estar associado ao término da capacidade produtiva. E se ela ainda existe, temos que continuar em atividade. Aposentar-se do trabalho rotineiro, mas não da vida.
E, acima de tudo, ficar longe dos aposentos.



Categorias:Renato Follador - Previdência

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