Em debate morno, tema “Lava Jato” gerou enxurrada de direitos de resposta

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Em um debate morno, o tema Lava Jato acabou gerando uma enxurrada de direitos de resposta durante o primeiro debate entre candidatos à Prefeitura de Curitiba. Também foram abordadas as alianças políticas e feitas críticas à atual gestão, mas com poucas ideias novas.

Os nove candidatos à Prefeitura de Curitiba participaram do debate realizado pela TV Bandeirantes: Ademar Pereira (Pros), Afonso Rangel (PRP), Gustavo Fruet (PDT), Maria Victoria (PP), Ney Leprevost (PSD), Rafael Greca (PMN), Requião Filho (PMDB), Tadeu Veneri (PT) e Xênia Mello (PSOL).

A atual gestão, como já era esperado, foi criticada várias vezes, assim como as alianças de Rafael Greca – que tem, entre outros partidos, o apoio do PSDB do governador Beto Richa.

Logo no início, Fruet, ao responder um questionamento sobre a dívida da cidade, alfinetou o ex-prefeito Luciano Ducci; mais tarde  criticou Beto Richa, quando falava de transporte público. Sobrou também para Ratinho Jr., secretário estadual do desenvolvimento urbano.

A aliança de Rafael Greca com os tucanos também foi criticada por Requião Filho. O confronto de 29 de abril e a Operação Quadro Negro estavam no discurso do peemedebista, que cumpre primeiro mandato como deputado estadual.

Rafael Greca também estava na mira do deputado licenciado Ney Leprevost, que se referiu a ele como ex-prefeito aposentado. Leprevost citou até o apresentador Jô Soares e saiu em defesa de Ratinho Jr.

Rafael Greca rebateu.

Nos discursos prevaleceram, além do tema transporte público – com candidatos prometendo reintegração do sistema –  os temas segurança, com projeto de aumento de efetivo da Guarda Municipal; e educação, com planos de milhares de novas vagas para crianças nas creches. Pouco se falou de saúde, mas teve candidato que prometeu o fim das filas nos postos em busca de consultas.

Foi uma declaração de Xênia Mello que fez chover pedidos de resposta. Ela disse que o PSOL é a única legenda sem envolvimento no esquema de corrupção desvendado pela Operação Lava Jato.

Ademar Pereira foi o primeiro a negar a participação da legenda dele, o Pros, no escândalo.

O petista Tadeu Veneri, que é deputado estadual, usou números para dizer que os envolvidos do partido são minoria.

Greca negou também envolvimento e falou porquê migrou para o PMN.

Afonso Rangel disse que Xênia cometeu injustiça ao dizer que todos os outros candidatos teriam alguma ligação com o esquema de corrupção na Petrobrás.

Gustavo Fruet declarou apoio à operação da Polícia Federal. O mesmo fez Maria Victória, que diz ser ficha limpa.

Ela, que também ocupa cadeira no Legislativo estadual, logo mudou de assunto quando questionada pela candidata do PSOL sobre quais seriam suas propostas para as comunidades negra e LGBT.

Repórter Andressa Tavares



Categorias:Política

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