Após suspensão de acordo de delação, Léo Pinheiro se cala em depoimento

Leo Pinheiro. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Leo Pinheiro. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Estão marcados para esta sexta-feira novos interrogatórios relacionados à 28ª fase da Operação Lava Jato. Entre os réus a serem ouvidos está o ex-senador Gim Argello.

Na quarta, a expectativa era pelo depoimento do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, que permaneceu calado.

O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro não respondeu questionamentos durante seu depoimento à Justiça nesta quarta-feira.

Convocado como réu em ação relacionada à operação Lava Jato, o executivo exerceu o direito de permanecer em silêncio, após ter suspensas as negociações para uma delação premiada.

Como é de praxe, no início da audiência, o interrogado foi informado pelo juiz Sérgio Moro sobre o direito de não responder a perguntas. Ato contínuo, Pinheiro afirmou que era essa a orientação da defesa.

Leo Pinheiro negociava colaboração com a Procuradoria Geral da República, mas o acordo foi suspenso depois do vazamento de informações relacionadas à delação, cujo termo de confidencialidade já havia sido assinado.

Além do ex-presidente da OAS, outros quatro réus da ação, relacionada à 28ª fase da Lava Jato, tinham depoimentos marcados para a tarde desta quarta-feira.

Dois deles, também ligados à OAS, Dilson de Cerqueira Paiva Filho e Roberto Zardi Ferreira, também permaneceram em silêncio conforme orientação dos advogados.

Já Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, e Walmir Pinheiro Santana, ex-diretor financeiro da empreiteira, são delatores e por isso obrigados a responder ao interrogatório.

Novos depoimentos já estão marcados no âmbito da mesma ação, que trata dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Na manhã desta sexta-feira, devem ser ouvidos o ex-senador Gim  Argello e o filho dele Jorge Afonso Argello Junior, também de forma presencial.

Já na segunda-feira, os interrogatórios são de Paulo César Roxo Ramos, assessor do ex-parlamentar, e Valério Neves Campos, ex-secretário-geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Repórter Cristina Seciuk



Categorias:Lava Jato

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