Réu da Lava Jato afirma que foi coagido por delegado em depoimento à PF

LAVA JATO

Em depoimento à Justiça Federal, o réu da operação Lava Jato Paulo César Roxo Ramos disse ter sido coagido por um delegado federal durante interrogatório prestado em abril.

Ramos foi ouvido nesta segunda-feira (29) pelo juiz Sergio Moro, em audiência de um processo relacionado à 28ª fase da operação.

Ele foi assessor do ex-senador Gim Argello e segundo o Ministério Público teria participado da arrecadação de dinheiro para a campanha do ex-senador; os valores que seriam contrapartida à não convocação de empresários na CPMI da Petrobras.

Ao ser questionado sobre divergências nos seus depoimentos, Paulo César Roxo Ramos justificou as inconsistências dizendo que foi coagido pela autoridade policial durante uma reinquirição, feita em 15 de abril deste ano.

O réu afirmou ainda que a ele e ao seu advogado foi sonegada a informação de que o alvará de soltura já havia sido emitido no momento em que ele prestava o depoimento à PF.

Após a divulgação do depoimento a Polícia Federal emitiu nota. No texto, afirma que foi surpreendida com as declarações do réu de que teria sido coagido, chantageado e intimidado ostensivamente em seu interrogatório. No texto a PF repudia as alegações de Paulo Cesar Roxo Ramos uma vez que “não refletem a postura de seus servidores que primam por uma atuação técnica, responsável e garantidora de todos os direitos fundamentais do cidadão”.

De acordo com a PF, os depoimentos prestados por Ramos na sede policial foram gravados em áudio e vídeo e seguiram todos os parâmetros legais. O texto segue afirmando que todas as declarações foram dadas com tranquilidade e sem obstruções. Ainda conforme a PF, foi sempre garantido à Ramos o garantido direito constitucional de permanecer em silêncio e que ele esteve sempre acompanhado do advogado quando foi ouvido.

Na nota divulgada a PF afirma ainda que todo o material correspondente aos depoimentos do réu está à disposição do Ministério Público Federal e da Justiça Federal para as providências, se forem cabíveis.
Os vídeos já foram anexados ao processo.

Repórter Cristina Seciuk



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