Foto: Andressa Tavares
Foto: Andressa Tavares

O Comandante Geral da Polícia Militar criticou o delegado que conduziu as investigações do suposto reaproveitamento de coletes balísticos vencidos usados por policiais. “O inquérito foi pautado por mentiras” disse o coronel Maurício Tortato, que foi indiciado no caso.

Em entrevista coletiva, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Maurício Tortato, criticou as investigações conduzidas por Vinícius Martins, titular da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições.

Tortato, que foi indiciado no caso  do recall de coletes balísticos , disse que o inquérito foi pautado por mentiras.

De acordo com as investigações, 1.300 coletes usados por policiais, que estavam vencidos, passaram por reforma. Procedimento que é proibido, segundo o delegado Martins. Os itens foram apreendidos no mês de março.

De acordo com o inquérito, os coletes vencidos recebiam novas camadas de proteção e tinham os prazos de validade  substituídos. O delegado afirma que mesmo os itens novos não poderiam ser usados porque, segundo ele, apresentavam problemas.

O comandante geral da PM disse que eram reformados somente os coletes balísticos com prazo de validade prestes a expirar. Maurício Tortato defendeu, ainda, o uso dos equipamentos que não estão 100% em conformidade com os padrões de segurança. “Melhor do que tirar os policiais das ruas”, declarou.

O relatório final da investigação está com a 8º Vara Criminal e pede que o coronel da PM, um diretor da corporação e os donos da empresa que forneceu ao estado os coletes respondam pelos seguintes crimes: induzir o usuário ao erro (com pena de 2 a 5 anos de prisão); manter de forma irregular equipamento de segurança (pena de 1 a 3 anos); expor pessoas a risco (pena de até 1 ano) e calúnia (período de reclusão pode chegar a 2 anos).

O documento pede também que a Justiça bloqueie 9 milhões e meio de reais da empresa. O montante é referente ao valor pago à companhia pelo governo do Paraná para o fornecimento de 11.260 coletes. Foi solicitado, ainda, bloqueio de bens dos indiciados e que a empresa fique impedida de participar de licitações promovidas pelo estado.

O secretário de segurança pública foi poupado no relatório final. O delegado entendeu que Wagner Mesquita foi induzido ao erro pelos representantes da empresa e pelo comando–geral da PM.

Mesquita , que também participou da coletiva, rebateu. O secretário defendeu o procedimento de “reforço” dos coletes , que seria legal.

O secretário de Segurança Pública garantiu que logo devem ser disponibilizados aos policiais cerca de 8 mil coletes balísticos novos.

Repórter Andressa Tavares

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