O dia será de protesto em Caracas, capital da Venezuela, e deve ter mobilização também em várias cidades que tem comunidades formadas por pessoas que deixaram o país por causa da crise.

De acordo com venezuelanos que moram por aqui são cerca de cem as famílias que escolheram Curitiba na busca de um dia a dia de mais tranqüilidade, livre do desabastecimento e do cerceamento de informação.

A professora universitária Patrícia Manuitt Brito chegou ao Brasil em março deste ano. Ela conseguiu uma bolsa da OEA para concluir por aqui o doutorado. Na sequencia vieram o marido dela e o filho de cinco anos.

Ela conta que quando optou pela mudança a situação na Venezuela ainda não estava deteriorada como hoje.

Segundo ela, os produtos mais básicos faltam.

Outra venezuelana moradora de Curitiba é Gleysi Cardenas. Ela conta que ainda tem família na Venezuela e que escuta sempre deles os relatos sobre as seis, oito horas de fila para conseguir um pacote de farinha, de arroz, por exemplo.

É com esse parâmetro que ela mede as reclamações sobre a crise brasileira.

Esse primeiro de setembro é a data limite dada pela oposição no país para que se marque a data de um referendo revogatório. A cobrança é para que a população opine se quer a saída de Maduro do poder antes do fim do mandato.

O protesto vem sendo chamado de Tomada de Caracas, e deve ganhar eco em mobilizações em outras cidades e países.

Em Curitiba, a mobilização começa às 16h, na praça Santos Andrade.

Os organizadores destacam que o fato de o protesto acontecer – aqui no Brasil – no dia seguinte ao afastamento definitivo de Dilma Rousseff e das movimentações e retirada de embaixadores não passa de coincidência.

Repórter Cristina Seciuk

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