Foto: Cristina Seciuk / CBN Curitiba

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Curitiba registrou mais uma noite de protesto contra o presidente Michel Temer.

A manifestação tomou ruas do centro da cidade pelo segundo dia consecutivo. Desta vez houve episódios de vandalismo, com ônibus e prédios pichados e vidraças quebradas. Um carro de reportagem também foi alvo.

Nas redes sociais, os organizadores falam na presença de milhares de pessoas.

De acordo com a Polícia Militar, o protesto reuniu cerca de 800 pessoas. Não houve registro de ocorrências e ninguém foi encaminhado.

Depois deste horário o grupo deixou a praça 19 de Dezembro e seguiu em marcha pela avenida Cândido de Abreu até o prédio da Federação das Indústrias do Estado, que apoiou o afastamento definitivo de Dilma Rousseff, aprovado pelo Senado na quarta-feira (31).
Por lá palavras de ordem.

A sede da Fiep teve vidraças quebradas e pichadas com as palavras “fora golpista”.

Ônibus que ficaram parados nas ruas para a passagem dos manifestantes também foram rabiscados ou marcados com tinta spray.

Durante todo o trajeto, os manifestantes questionavam a legitimidade do peemedebista Michel Temer na presidência.

Após deixar a Fiep, o protesto seguiu pela rua Luiz Leão e então até a Tibagi e a Marechal Deodoro. Nessa região grupos que usavam máscaras ou peças de roupa para cobrir o rosto atearam fogo em sacos de lixo recolhidos pelas calçadas para bloquear cruzamentos.

Ainda no trajeto, os manifestantes passaram pela sede do jornal Gazeta do Povo, que também foi vandalizada. Um carro da RPC TV, do mesmo grupo do jornal, foi pichado.

Após o início da divulgação de reportagens relatando os casos de vandalismo em meio à manifestação, o grupo organizador, CWB Contra Temer, publicou uma nota em sua página no Facebook. Nela o grupo afirma que acredita que “as maiores violências são o Estado e o Golpe”. Ainda no texto, dizem que não tem recursos para coibir situações que fujam da normalidade nas manifestações, mas que não incentivam atos violentos.

Sobre os casos de vandalismo, ainda não há balanço do Setransp, sindicato das empresas do transporte coletivo, sobre os prejuízos causados com os ônibus pichados. A Urbs também ainda não se manifestou.

Uma nova manifestação contra o governo do Michel Temer já está marcada, para este domingo. Será às 5h da tarde, mas uma vez na praça 19 de Dezembro.

Repórter Cristina Seciuk

 

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