Foto: Gean Cavalheiro/Divulgação
Foto: Gean Cavalheiro/Divulgação

Carne moída crua, cebola, bastante cheiro verde picadinho, um fio de azeite – tudo isso em cima de uma broa escura.

Reconheceu, não é? Afinal que curitibano nunca comeu uma boa carne de onça?

E o prato, já tão ligado à cidade agora ganhou título: é patrimônio cultural imaterial de Curitiba, em projeto de lei aprovado na Câmara nesta segunda-feira.

O petisco está presente no cardápio de pelo menos cem bares, restaurantes e botecos Curitiba afora e só aqui com esse jeito de preparar, servir, e com o nome que a gente conhece, conforme levantou uma pesquisa realizada pelo Sérgio Medeiros, do Curitiba Honesta e colunista da CBN Curitiba.

Segundo Sérgio, a tradição e principalmente o nome teria surgido num bar da cidade na década de 1940, a Toca do Tatu. O dono era o Cristiano Schmidt, que além do bar, mandava também no Britânia, time de futebol da época.

Sem recursos para pagar um bônus para os jogadores em caso de vitória, ele servia para o elenco a mistura que nem sempre agradava.

Outras vertentes garantem que o nome surgiu na verdade por causa do hálito provocado pelos ingredientes. Seja qual for a origem verdadeira, a Carne de Onça agora pode virar um atrativo a mais para os turistas, assim como o Barreado de Morretes por exemplo.

O projeto de lei ainda passa por segunda votação nesta terça-feira.

Na votação desta segunda-feira, a aprovação do título de patrimônio para a Carne de Onça foi unânime, com voto favorável dos 25 vereadores do total de 38 parlamentares.

Repórter Cristina Seciuk

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