Coluna de Renato Follador: O futuro que vier

Aquele que não luta pelo futuro que quer deve aceitar o futuro que vier.
É isso aí, amigos ouvintes. Não há almoço de graça, como dizia Milton Friedmann.
Muitos não entenderam ainda que o futuro chega e é avassalador para quem não se prepara para ele.
Recebo dezenas de cinquentões anualmente que vêm se lamentar de não haverem se preparado para a aposentadoria. Que vão ter que trabalhar até morrer para poder levar o sustento para a família. Que com a aposentadoria do INSS sozinha não dá para sobreviver.
Ensino meus filhos que 10% poupado de cada salário líquido desde o primeiro emprego garantem 100% de renda na velhice sem precisar trabalhar, mas como é difícil o brasileiro pensar no longo prazo, planejar e se preparar para parar de trabalhar um dia.
Em previdência privada tem dois fatores fundamentais: tempo e dinheiro. Quanto mais se tem um, menos precisa do outro.
Significa que quem começa antes contribui com menos mensalmente do que aquele que começa mais tarde para a mesma aposentadoria na mesma idade.
Exemplo: quem decide fazer um plano aos 25 anos para se aposentar com R$ 3.000,00 aos 65 anos precisa contribuir com R$ 275,00 mensais. Já quem começa a contribuir aos 35 anos para a mesma aposentadoria na mesma idade, vai precisar de R$ 550,00 mensais. O dobro.
Nunca esqueça: quem planeja tem futuro, quem não planeja tem destino.



Categorias:Renato Follador - Previdência

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