Foto: Agência Brasil
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O pecuarista José Carlos Bumlai já está de volta ao regime fechado. Ele permaneceu fora da prisão por cinco meses, em razão de um tratamento de saúde.

Para a defesa do acusado, não há motivo que justifique a retomada da prisão preventiva.

José Carlos Bumlai chegou à superintendência da Polícia Federal em Curitiba pouco antes das 10h da manhã desta terça-feira (06). Visivelmente abatido e acompanhado de advogados, ele não falou com a imprensa.

Logo depois de se reapresentar às autoridades, Bumlai foi levado para o Instituto Médico Legal onde fez exame de corpo de delito e na sequencia encaminhado para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Grande Curitiba.

A previsão inicial era de que ele retornasse ao regime fechado no dia 23 de agosto, mas essa data foi adiada por duas vezes porque – de acordo com a defesa de Bumlai – ele estava internado, sem previsão de alta, no Hospital Sírio Libanês, de São Paulo.

O pecuarista foi colocado em prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, para o tratamento de um câncer e precisou passar também por uma cirurgia cardíaca.

Para a advogada dele, Daniela Meggiolaro, não há justificativa para obrigar o cliente a voltar para a prisão em meio ao tratamento.

No despacho em que fixou para este 06 de setembro a volta de Bumlai à prisão, o juiz Sergio Moro afirmou que se houvessem razões médicas comprovadas o pecuarista deveria ser internado em um hospital de Curitiba.

Moro cobrou ainda a realização de uma perícia médica a pedido do Ministério Público Federal. A avaliação pretende comprovar o real estado de saúde do acusado.

Segundo a advogada de Bumlai, ainda não há data para o procedimento nem perito responsável designado. Daniela Meggiolaro afirmou que dependendo do resultado da perícia, a defesa pode sim pedir que a volta ao regime fechado seja alterada e destacou que já existem outras medidas em andamento.

José Carlos Bumlai foi preso preventivamente em setembro de 2015, na 21ª fase da Lava Jato. Ele é acusado de realizar um empréstimo fraudulento junto ao banco Schahin. A operação foi contraída em 2004 no nome da pecuarista e o dinheiro repassado ao Partido dos Trabalhadores, segundo as investigações.

Repórter Cristina Seciuk

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