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Leo Pinheiro. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Um dia após ser preso novamente, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, pediu para prestar um novo depoimento ao juiz Sérgio Moro em um processo relacionado à 28ª fase da operação Lava Jato.

A defesa de Léo Pinheiro protocolou um pedido nesta terça-feira para que o executivo seja novamente interrogado na ação penal decorrente da 28ª fase da operação Lava Jato. A etapa apurou pagamentos de propina de mais de R$ 5 milhões ao ex-senador Gim Argello para que executivos não fossem convocados para prestarem depoimento na CPI mista da Petrobras em 2014.

Léo Pinheiro é réu no processo, e a OAS é acusada de repassar R$ 350 mil ao ex-senador. No último dia 24, ele foi interrogado na Justiça Federal do Paraná, mas optou por ficar em silêncio. A audiência foi realizada logo depois da Procuradoria Geral da República suspender as negociações de uma delação premiada com o executivo.

Agora, a defesa quer um novo interrogatório para que o executivo “colabore com o esclarecimento dos fatos”. O juiz Sérgio Moro acolheu a solicitação e marcou o depoimento para o dia 13 de setembro. O pedido de Léo Pinheiro veio apenas um dia depois de ele ser preso novamente.

O ex-presidente da OAS foi detido em São Paulo, na segunda-feira, por determinação de Moro, atendendo a um pedido do Ministério Público. Segundo o MPF, a prisão preventiva era necessária, pois há provas suficientes da atuação direta do executivo nos repasses de propina da OAS, não apenas em contratos com a Petrobras.

Ele também teria procurado outros empreiteiros para convencê-los a pagarem propina a Gim Argello. Sérgio Moro afirmou que Léo Pinheiro teve papel de protagonista no esquema montado para interferir nos trabalhos da CPI da Petrobras.

O executivo já foi condenado na Lava Jato a 16 anos e quatro meses de prisão. Ele também ficou preso em Curitiba por cinco meses, entre novembro de 2014 e abril de 2015, mas foi solto após decisão do Supremo Tribunal Federal. Há mais de um ano, cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Agora, está detido na superintendência da Polícia Federal.

Repórter Tabata Viapiana

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