Foto: Assembleia Legislativa
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Os deputados estaduais votam  na segunda-feira (12) o projeto de lei que autoriza a visitação de animais domésticos a pacientes internados em hospitais do Paraná. O texto já foi aprovado em primeiro turno na última terça-feira (6), quando recebeu 29 votos favoráveis, um contrário e uma abstenção.

O   autor da proposta, o deputado Hussein Bakri (PSD), justifica:  “a atividade terapêutica assistida por animais se insere nas práticas humanizadas exaltadas pela Organização Mundial de Saúde, que se utilizam do animal como parte integrante do tratamento psicológico do paciente”.

Segundo o projeto, a  autorização para a entrada dos animais vai depender do quadro clínico do paciente, dos critérios estabelecidos por cada instituição.  A visita terá de ser agendada. Será proibida  a entrada dos bichos nas seguintes áreas:  isolamento, quimioterapia, transplantes, unidades de tratamento intensivo, áreas de preparo de medicamentos e  farmácia hospitalar.

Para que a visita seja autorizada, deverá ser apresentado um laudo de um médico veterinário atestando as boas condições de saúde do animal, que deve  estar com todas as vacinas em dia. Durante a permanência do bicho no hospital, ele deverá estar equipado com coleira e, se for o caso, enforcador e focinheira.

 

1 Comentário

  1. O que talvez não saiba o honorável deputado é que as atividades terapêuticas assistidas por animais que já são feitas, em sua totalidade são em locais específicos e com profissionais capacitados. Os hospitais hoje em sua maioria não dispõe de área física, profissionais capacitados e muito menos recursos para tal, a menos que isso se resuma tão somente em liberarem a entrada de animais em hospitais pela porta da frente juntamente com os visitantes humanos. Sei que alguns criam para sensibilizar a imagem de uma criança recebendo a visita de seu animalzinho, mas, pararam para pensar que hoje em dia os mais diferentes tipos de animais também são animais de estimação de muitas pessoas a exemplo cobras e outros tantos tipos exóticos.
    Será que o autor da proposta parou para pensar que uma criança de família muito humilde também tem seu animal de estimação e o mesmo não possui carteira de vacinação ou mesmo hábitos higiênicos, e dessa forma como dizer a uma criança assim que ela não pode receber a visita de seu bichinho enquanto seu coleguinha pode. Será que o nobre deputado e os demais que aprovam a ideia pensaram que outros pacientes e até mesmo funcionários podem ter alergias a animais de pelo, e se isso acontecer quem arcara com as consequências ou ônus?
    Isso na verdade me parece mais invencionices de que não tem um projeto funcional e saudável para a resolução ou suavização dos problemas da saúde pública no Brasil. Tal projeto como tantos outros deploráveis no Brasil visa privilegiar uma pequena minoria, creio que não preciso ir além.
    Normalmente uma mente quando desocupada ou infrutífera vira de fato uma oficina do diabo.

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