Esta segunda-feira tem 302 bancos fechados em Curitiba e região. Com nova rodada de negociações marcada apenas para amanhã, os bancários permanecem de braços cruzados, nesse sétimo dia de greve nacional.

Além deles, outra categoria deve parar: os empregados dos Correios, que começam paralisação na quarta-feira (14).

A greve dos bancários continua por tempo indeterminado após a mesa de negociação nacional com a Fenaban ser encerrada na última sexta-feira (09) sem acordo.

A Federação dos Bancos ofereceu reajuste de 7% nos salários, mais benefícios, mas não foi acatada por estar abaixo da inflação do período, calculada em 9,57%.

Conforme levantamento do Sindicato dos Bancários de Curitiba 302 agências da cidade e da região metropolitana estão fechadas nesta segunda-feira, além de oito centros administrativos. A estimativa é de 9.400 trabalhadores parados, o que representa 52% da categoria.

Neste sétimo dia de greve, os financiários também aderiram à campanha em Curitiba, após a rejeição da proposta apresentada pela Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento. Na cidade seis financeiras também não abriram as portas.

A paralisação nos bancos é nacional, assim como a dos trabalhadores dos Correios, que tem indicativo marcado. A expectativa é que eles cruzem os braços a partir das 22h de quarta-feira (14), de acordo com o sindicato que representa a categoria.

A greve foi aprovada em assembleias realizadas em todos os estados.

Dentre as reivindicações estão um reajuste de 15% nos salários, bem acima do que é oferecido pela empresa: 6,74%.

Os trabalhadores cobram ainda a fixação de piso para a categoria no valor de R$ 3.940,24. Atualmente o salário-base não chega a R$ 1.300.

O secretário-geral do Sintcom, Marcos Inocêncio, destaca que a pauta contempla também itens não salariais.

Assim como nos bancos, o indicativo aprovado para a greve dos Correios é por tempo indeterminado. A paralisação só deve ser revertida em caso de acordo antes da quarta-feira, que atenda os itens definidos na pauta de reivindicação.

Os Correios destacam que as negociações do Acordo Coletivo ainda estão em curso.

Repórter Cristina Seciuk

1 Comentário

  1. Como sempre quem mais sofre com essa greve é o povo mais necessitado. Todo ano nessa época a mesma história. Parece o dia da marmota. Penalizam aqueles que menos podem nessa situação. Uma lástima. É por esse tipo de atitude que fica quase impossível acreditar em um País melhor. É cada um pensando no próprio umbigo e o resto que se lasque.

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