Muitos servidores públicos me perguntam se a reforma da previdência vai atingi-los.
Resposta: sim.
Muito embora a última reforma feita em 2003 e 2004 tenha afetado só as aposentadorias do servidor público, implantando idade mínima de 60 anos para o homem e 55 para a mulher, deve haver uma homogeneização das regras.
Por exemplo: a idade mínima a ser definida para os trabalhadores do setor privado deve ser implementada também ao setor público. Fala-se em 65 anos para homens e mulheres.
Outra mudança significativa: hoje, há um teto do INSS, que é de R$ 5.189,82. Esse mesmo teto já existe para o setor público para quem fez concurso após janeiro de 2005. Ocorre que ele só se aplica se a União, os Estados e municípios criarem fundos de previdência complementares para seus servidores.
A União, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul já criaram e o Paraná deve fazer o mesmo logo.
Aí vai funcionar assim: até R$ 5.189,82 o Estado garantirá um benefício definido- chova ou faça sol. Para quem ganha acima disso, o Estado vai depositar um percentual mensal do salário- por exemplo 8,5%- desde que o servidor contribua com o mesmo. E a aposentadoria vai ser o que render esse Fundo, sem garantias de rentabilidade.
Resumo: o servidor público deve ficar atento. E não aceitar menos de 11% de contribuição do Estado para a sua aposentadoria.

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