Foto: Venilton Küchler / AEN
Foto: Venilton Küchler / AEN

O prefeito de Paranaguá, Edison Kersten, do PMDB, teve os bens bloqueados pela Justiça. O político é acusado de manter uma “funcionária fantasma” no gabinete.

O prefeito de Paranaguá, Edison Kersten, do PMDB é réu em uma ação civil pública que investiga irregularidades na gestão municipal. O pedido do bloqueio dos bens foi feito pelo Ministério Público do Paraná e também envolve duas funcionárias da prefeitura.

A ex-secretária municipal de Administração e Recursos Humanos, hoje secretária de Meio Ambiente; e uma ex-servidora comissionada do gabinete do prefeito também tiveram os bens bloqueados. Os três foram acionados em ação de responsabilização por atos de improbidade administrativa,
Segundo apurou o Ministério Público, o prefeito nomeou, junto com a então secretária de Administração e Recursos Humanos, uma servidora comissionada para trabalhar no gabinete do chefe do Executivo.

Entretanto, a servidora jamais teria desempenhado a função, e seria uma “funcionária fantasma” entre setembro de 2015 e março de 2016.

O caso chegou ao Ministério Público por meio de uma denúncia anônima. Na ação civil pública, o MP-PR pede a devolução de R$ 24 mil aos cofres municipais. O montante corresponde aos salários pagos à “funcionária fantasma”.

Além disso, se condenados, os réus estarão sujeitos às penas da Lei de Improbidade, como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa.

Em nota, o prefeito de Paranaguá, Edison Kersten, disse que ainda não foi notificado oficialmente sobre a ação do Ministério Público sobre de bloqueio de bens. Por isso não vai se manifestar sobre o assunto.

Repórter Ana Kruger

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