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O Ministério Público Federal classificou o ex-presidente Lula como o “comandante máximo do esquema de corrupção da Petrobras”. Segundo os procuradores, o petista criou um sistema de “propinocracia” durante sua gestão, que seria um governo regido por propinas. Lula foi denunciado nesta quarta-feira por corrupção e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente Lula foi denunciado nesta quarta-feira pelo Ministério Público Federal de Curitiba pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. R$ 3,7 milhões em propina, desviada da Petrobras, teriam sido destinados a Lula através da reforma de um tríplex no Guarujá, no litoral paulista, e do armazenamento de bens retirados do Palácio do Planalto ao final de seu mandato. Tudo pago pela OAS.

O coordenador da força-tarefa da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, apontou Lula como o comandante máximo, o grande general, do esquema de corrupção da Petrobras, a peça central da Lava Jato, e o maestro do esquema criminoso.

Um dos pontos da denúncia é o triplex do Guarujá, que teria sido reservado para a família de Lula e reformado pela OAS com dinheiro desviado da Petrobras. A reforma, incluindo a compra de móveis e eletrodomésticos, teria custado cerca de dois milhões e 400 mil reais. As investigações apontam que Lula seria o verdadeiro dono do apartamento, que está registrado em nome de terceiros. O MPF garante ter provas de que Lula e a esposa, Marisa Letícia, teriam visitado o imóvel mais de uma vez para orientar as reformas.

A denúncia também trata dos bens do ex-presidente que ficaram armazenados, por cinco anos, em containers alugados e pagos pela OAS, totalizando um milhão e trezentos mil reais. A suspeita é a mesma do caso do triplex: dinheiro desviado da Petrobras para bancar favores para Lula.

Para a força-tarefa, o ex-presidente criou um sistema de “propinocracia”, um governo regido por propinas, que vão além da Petrobras, com esquemas semelhantes em ministérios e outros setores do poder público. A corrupção garantiria a Lula governabilidade, base aliada no Congresso, perpetuação no poder e enriquecimento ilícito.

Além de Lula, também foram denunciados o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, a esposa do petista, Marisa Letícia, e mais quatro pessoas. A denúncia ainda precisa ser aceita pelo juiz Sérgio Moro para que os investigados virem réus da Lava Jato.

Repórter Tabata Viapiana

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