Vereador Professor Galdino deixa delegacia após assinar termo circunstanciado

Foto: Chico Camargo / CMC

Foto: Chico Camargo / CMC

A suspeita de que o vereador professor Galdino, do PSDB, agrediu a vereadora Carla Pimentel, do PSC vai ser analisada em uma audiência na semana que vem. O tucano teria agredido a colega em uma sala ao lado do plenário da Câmara Municipal.

A denúncia foi levada para a Delegacia da Mulher. Durante a tarde desta quarta feira (14), a vereadora Carla Pimentel, do PSC, e o professor Galdino, do PSDB, prestaram depoimentos. Também foram ouvidos os vereadores Bruno Pessuti (PSD), Rogério Campos (PSC), e Jonny Stica (PDT). Os três testemunharam a cena.

No fim da tarde todos foram liberados, inclusive o professor Galdino. O vereador deixou a delegacia após assinar de um termo circunstanciado (TC), por vias de fatos e importunação ofensiva ao pudor.
Após ouvir os envolvidos, a delegacia encaminhou o caso ao Poder Judiciário. A suspeita de agressão voltará a ser analisada em uma audiência de conciliação no 14º Juizado Especial, no dia 21 de outubro.

O episódio aconteceu por volta das 10h desta quarta feira (14) na sala de reunião dos vereadores, que fica ao lado do plenário da Casa. Segundo a vereadora, Galdino a teria apalpado na tentativa de tirar um santinho das mãos dela. Logo após a confusão, Carla Pimentel usou o plenário para pedir a ação da Guarda Municipal.

O vereador foi encaminhado pela Guarda Municipal para o 1º Distrito Policial. Lá, Carla Pimentel registrou um boletim de ocorrência e a denúncia foi encaminhada para a Delegacia da Mulher.

Galdino passou a tarde em uma sala reservada da Delegacia da Mulher. Após ser liberado, o vereador falou com a imprensa e, mais uma vez, negou todas as acusações.

O diretório municipal do PSDB, partido de Galdino, enviou uma nota de agravo ao presidente da Câmara, Ailton Araújo, do PSC. O partido informou que um processo disciplinar será aberto o que pode levar à expulsão do vereador do PSDB. Além disso, o PSDB Mulher encaminhou à Presidência da Comissão Executiva um pedido para que o caso seja apurado.

As acusações de agressão também vão ser investigadas pela Câmara Municipal de Curitiba.

Galdino já foi alvo de três processos no Conselho de Ética na Câmara, no mandato anterior, por racismo, assédio e quebra de decoro. Todos foram arquivados.

Na atual legislatura, Galdino responde a processo na corregedoria contra jornalistas da Casa por assédio moral e ofensa.

Repórter Ana Kruger



Categorias:Política

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