O Ministério Público Federal de Curitiba ofereceu nesta sexta-feira (16) denúncia contra oito pessoas investigadas na Operação Hashtag por atos de recrutamento e promoção de organização terrorista identificados antes da realização da Olimpíada do Rio de Janeiro.

Os denunciados foram enquadrados na Lei Antiterrorismo. Os oito vão responder pelos crimes de associação criminosa e promoção de organização terrorista. Cinco investigados também foram denunciados por incentivo de crianças e adolescentes à prática de atos criminosos e outro suspeito foi acusado por recrutamento para organização terrorista.

O grupo vinha sendo monitorado há algum tempo – principalmente após as autoridades brasileiras receberem um relatório do FBI americano sobre os envolvidos. Os integrantes foram presos em nove estados diferentes. Por meio de quebras de sigilo telefônico, a Polícia Federal rastreou redes sociais, sites acessados e as mensagens trocadas entre o grupo pelo aplicativo Telegram, e verificou uma intensa comunicação entre os suspeitos, conclamando interessados a prestarem apoio ao Estado Islâmico, inclusive com treinamento em território brasileiro.

De acordo com as investigações, alguns dos envolvidos chegaram a noticiar a realização do “batismo” ao Estado Islâmico, um juramento de fidelidade exigido pela organização terrorista para o acolhimento de novos membros. Também foram identificadas mensagens de celular relacionadas à possibilidade de aproveitar os Jogos Olímpicos para a realização de atos terroristas (inclusive com diálogos sobre como confeccionar bombas caseiras).

O MPF também pediu a prisão preventiva dos oito acusados. A denúncia ainda precisa ser aceita pelo juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, para que os investigados virem réus da operação Hashtag.

Repórter Tabata Viapiana

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