Foto: Beto Barata / Agência Estado
Foto: Beto Barata / Agência Estado

A segunda-feira terá depoimentos de réus de dois processos diferentes da Lava Jato. Um dos interrogatórios será o do empresário Ronan Maria Pinto, apontado como beneficiário de parte de um empréstimo fraudulento feito pelo pecuarista José Carlos Bumlai em nome do PT.

São duas audiências nesta segunda-feira, na Justiça Federal do Paraná, ambas com depoimentos de réus da Lava Jato. A primeira, no período da manhã, com interrogatório de um delator: Rafael Ângulo Lopes, funcionário do doleiro Alberto Youssef e um dos responsáveis pelas entregas de propina em espécie para políticos.

Ele será ouvido num processo relacionado à 29ª fase da operação, que tem entre os réus João Claudio Genu, ex-tesoureiro do Partido Progressista. Genu vai ser interrogado na próxima quinta-feira. Ele está preso em Curitiba há quatro meses e é acusado de ter recebido mais de R$ 6 milhões em propina.

Na segunda audiência do dia, marcada para 14h, o juiz Sérgio Moro vai interrogar o empresário Ronan Maria Pinto, apontado como beneficiário de R$ 6 milhões, a metade do empréstimo fraudulento feito pelo pecuarista José Carlos Bumlai, junto ao Banco Schahin, em nome do Partido dos Trabalhadores.

Segundo outro réu da ação penal, o publicitário Marcos Valério, Ronan teria recebido o dinheiro após chantagear representantes da alta cúpula do PT, como Lula e José Dirceu. Na época dos repasses, havia suspeita de que o empresário teria informações para ligar o partido à morte do então prefeito de Santo André, Celso Daniel. A extorsão não foi confirmada pela força-tarefa da Lava Jato.

Ronan ficou em preso em Curitiba por três meses e atualmente está em regime domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica. Como não é delator, ele pode ficar em silêncio. Outros dois réus da mesma ação penal, relacionada à 27ª fase da Lava Jato, também serão ouvidos na audiência de hoje.

Repórter Tabata Viapiana

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