Foto: Divulgação Instituto Lula
Foto: Divulgação Instituto Lula

A semana começa com a expectativa da decisão do juiz Sérgio Moro sobre a denúncia contra o ex-presidente Lula. A acusação foi apresentada na última quarta-feira pela força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal.

Se a denúncia for aceita, um processo será aberto e o ex-presidente Lula se tornará réu da Lava Jato em primeira instância. O juiz Sérgio Moro não tem prazo para se manifestar sobre a denúncia, mas como há investigados presos, ele pode decidir ainda nesta semana.

Além de Lula, denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro, também foram acusados o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, quatro executivos da empresa, a ex-primeira dama, Marisa Letícia, e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto. A acusação trata da reforma de um triplex no Guarujá, no litoral paulista, e do armazenamento de bens do ex-presidente – tudo pago pela OAS supostamente com dinheiro desviado da Petrobras.

O MPF afirma que Lula foi beneficiado com R$ 3,7 milhões em propina, investidos no apartamento e no armazenamento dos bens. O ex-presidente foi apontado como o chefe do esquema de corrupção da Petrobras. Para a força-tarefa, ele criou um sistema de “propinocracia”, que seria um governo regido por propinas. A corrupção garantiria a Lula governabilidade, base aliada no Congresso, perpetuação no poder e enriquecimento ilícito.

Essa foi a primeira denúncia contra o ex-presidente feita pela força-tarefa da Lava Jato à Justiça Federal do Paraná. Ele já responde em outro processo, que tramita em Brasília, acusado de obstrução da Justiça.

Repórter Tabata Viapiana

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