Coluna de Renato Follador: Como domar um homem

Passei um tempo na Índia. Lá ouvi a história de como se captura porcos selvagens.
Você encontra um lugar adequado na floresta e coloca algum milho no chão.
Não demora, os porcos começam a vir comer o milho gratuito.
Quando se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca. Mas só de um lado.
Põe o milho e eles, mesmo ressabiados, voltam para comer.
Passado um tempo, você coloca mais um lado.
Mais uma vez eles voltam para comer.
Você continua assim, até colocar os quatro lados da cerca, com uma porteira aberta.
Os porcos, acostumados ao milho fácil e às cercas, não deixam de vir.
Você, então, fecha a porteira e captura o grupo todo. Num segundo, foi-se a liberdade. Eles ficam dando voltas dentro das cercas, mas logo param para comer o milho fácil e gratuito. Esquecem como caçar na floresta, aceitam a servidão e se acomodam.
O milho gratuito têm similares como:
• bolsa isso, bolsa aquilo,
• cotas para estes e aqueles,
• subsídios,
• estatutos de proteção ou
• cestas básicas
E, de migalha em migalha, o homem também perde a liberdade e a capacidade de viver por seus próprios meios e méritos. Perde a auto-estima e a sensação de utilidade.
Por isso defendo a vida e não a servidão. Por isso não respeito governos que formam incapazes e não cidadãos.



Categorias:Renato Follador - Previdência

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