Foto: EBC
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O Ministério Público Federal negou ter usado informações de um suposto esboço de delação premiada do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, para a elaboração da denúncia contra o ex-presidente Lula.

A força-tarefa da Lava Jato no MPF rebateu, em nota oficial, uma reportagem publicada pelo jornal “Folha de São Paulo” no último domingo. Segundo a matéria, a denúncia contra o ex-presidente Lula apresenta uma informação que só aparece no esboço da delação premiada do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, que foi descartada pela Procuradoria Geral da República.

A informação seria a da existência de um “caixa geral” de propina, de onde teriam sido retirados os valores usados pela OAS para pagar a reforma e a decoração do triplex no Guarujá, alvo da denúncia por supostamente pertencer à família de Lula. O Ministério Público garantiu que jamais usaria qualquer informação ou documento de tratativas de colaboração que não conduziram a um acordo assinado.

Segundo os procuradores, o sistema de “caixa geral” já era conhecido e comprovado pelas investigações há muito tempo, pois se tratava do principal método utilizado para o controle do pagamento de propinas pelos partidos envolvidos com a corrupção na Petrobras.

A sistemática, segundo a nota, teria até sido reconhecida na sentença de José Dirceu. O MPF citou pelo menos quatro delatores que teriam revelado o funcionamento do sistema: o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, o ex-senador Delcídio do Amaral, e o dono da UTC, Ricardo Pessoa.

Na denúncia contra Lula, os procuradores usaram um depoimento de Delcídio do Amaral, em que ele diz que a OAS tinha grande participação no governo petista, e por isso, repassava propinas numa espécie de “contraprestação pelo conjunto da obra”. Por isso, a força-tarefa divulgou a nota para esclarecer as informações que embasaram a denúncia e ainda negar qualquer irregularidade.

Repórter Tabata Viapiana

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