Foto: Andressa Tavares / CBN Curitiba
Foto: Andressa Tavares / CBN Curitiba

Em duas sessões, uma delas extraordinária, os deputados estaduais aprovaram o novo pacote fiscal do governo Beto Richa – que inclui a autorização para venda de ações da Copel e da Sanepar.

Nas galerias, sindicalistas e funcionários da Copel e Sanepar acompanharam a votação do novo pacote fiscal do governo Beto Richa, o 4º em cerca de dois anos.

Nas faixas e cartazes, frases em protesto contra o projeto que autoriza a venda de ações excedentes das estatais. Esse foi o ponto mais criticado pelos deputados da oposição e da bancada independente.

Nereu Moura (PMDB) informou que vai recorrer à Justiça.

Para Nelson Luersen (PDT), da bancada independente, este não é o momento ideal para o governo vender as ações.

O líder do executivo na Casa, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), nega que o patrimônio das estatais será dilapidado com a comercialização das ações. O parlamentar afirma que a venda dos papeis da Copel e Sanepar, que deve render 2 bilhões de reais a médio e longo prazo, vai resultar em investimentos no estado.

Outro projeto aprovado cria taxas para uso da água e de recursos minerais pela indústria, com estimativa de arrecadação de 100 milhões de reais por ano. Felipe Francischini (SD), que é da base governista, não poupou críticas e se posicionou contra os novos tributos.

Os 5 textos e as 154 emendas foram votados e aprovados em quase 5 horas. Uma sessão extra foi realizada. A redação final acontece na manhã desta terça feira (20).

As alterações foram propostas na última semana. Deputados reclamaram do pouco tempo pra analisar tudo.

O próprio presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano (PSDB), admitiu que não conseguiu “estudar” todo o material.

Tercilio Turini (PPS), da bancada independente, fez uma referência ao tratoraço, recurso que era bastante utilizado pra acelerar a votação de projetos e que foi extinto no ano passado.

Repórter Andressa Tavares

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