Foto: Prefeitura Municipal de Araucária

Um impasse entre uma empresa de ônibus e o município de Araucária pode deixar os passageiros da cidade sem transporte na próxima semana.

Os motoristas e cobradores reclamam da falta de pagamento e já aprovaram indicativo de greve.

Passageiros de 56 linhas de ônibus do município de Araucária enfrentaram transtornos nesta sexta-feira (23).

Uma assembleia realizada pelo sindicato da categoria com os trabalhadores da empresa Tindiqüéra adiou a saída dos coletivos em meia hora.

A mobilização foi realizada por causa da falta de pagamento do chamado vale, como conta o presidente em exercício do Sindimoc, Dino César.

O adiantamento salarial dos trabalhadores está previsto em convenção coletiva, é de 40% dos salários e deveria ser pago até o dia 20 de cada mês, está – portanto – três dias atrasado.

A viação Tindiqüéra confirmou, via assessoria de imprensa do Sindicato das Empresas do ônibus de Curitiba e Região, que parte dos trabalhadores ainda não recebeu os valores.

De acordo com a empresa, o problema é causado pela falta de repasses devidos por parte da Companhia Municipal de Transporte Coletivo de Araucária.

Os valores estariam em atraso desde o começo de agosto e com isso, não haveria condições de honrar integralmente os pagamentos.

A informação é de que 90 dos 380 funcionários ainda não receberam. Em sua maioria são motoristas.

Já a CMTC, empresa que gere o transporte de Araucária, nega o atraso. Além disso, o diretor jurídico da companhia, Carlos Alberto Grolli, diz que os contratos estão sendo revistos e que a modalidade de pagamento que era realizado está irregular.

E esse impasse entre a empresa de ônibus e a administração municipal pode estourar também nos passageiros.

Motoristas e cobradores já marcaram indicativo de greve, para a próxima segunda-feira (26), caso os valores não sejam integralmente pagos até lá.

Se a paralisação se confirmar, podem ser afetadas as linhas que fazer os itinerários urbanos de Araucária, sem impacto nos trechos da integração com Curitiba.

Repórter Cristina Seciuk

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