Ex-ministro Antônio Palocci é preso em nova etapa da Lava Jato

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Foto: Agência Brasil

O ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, Antônio Palocci, foi preso na 35ª fase da Lava Jato, batizada de “operação Ometà”. Ele foi detido no início da manhã, em São Paulo, e será trazido a Curitiba ainda hoje. O mandado judicial contra Palocci é de prisão temporária, ou seja, com validade de cinco dias.

A nova etapa da Lava Jato apura indícios de uma relação criminosa entre Palocci e a maior empreiteira do país, a Odebrecht. O ex-ministro teria atuado de forma direta para propiciar vantagens econômicas à Odebrecht em diversas áreas de contratação com o poder público, sendo ele próprio e outros integrantes de seu grupo político beneficiados com valores ilícitos.

Entre as negociações identificadas, segundo a Polícia Federal, estão a tentativa de Palocci de aprovar um projeto de lei de conversão de uma medida provisória, que resultaria em imensos benefícios fiscais à empreiteira, além do aumento da linha de crédito junto ao BNDES para um país africano que mantinha relações comerciais com a Odebrecht, e por fim, uma suposta interferência do ex-ministro numa licitação da Petrobras para aquisição de 21 navios-sonda para exploração da camada do pré-sal.

A primeira vez que o nome de Palocci foi citado na Lava Jato foi na delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Ele disse que o ex-ministro teria pedido R$ 2 milhões para a campanha da ex-presidente Dilma Rousseff em 2010. Palocci, inclusive, foi motivo de uma longa acareação entre Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, porque o doleiro nega ter feito o repasse.

Outro núcleo da investigação da 35ª fase da operação apura pagamentos efetuados pelo chamado “setor de operações estruturadas” do Grupo Odebrecht para diversos beneficiários que são alvos de buscas e conduções coercitivas. O departamento foi criado para organizar os repasses de propina dentro da empresa.

São apuradas as práticas, dentre outros crimes, de corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Ao todo, a PF cumpre 27 mandados de busca e apreensão, três de prisão temporária e 15 de condução coercitiva em sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Todos os presos serão trazidos a Curitiba.

A etapa foi batizada de “Ometà” em referência a origem italiana do codinome que a construtora usava para falar de Palocci, além de remeter à postura atual do comando da empresa, Marcelo Odebrect, que, segundo a PF, se mostra relutante em assumir e descrever os crimes praticados.

Repórter Tabata Viapiana



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