LAVA JATO

Vencem nesta segunda-feira (26) as prisões temporárias dos sete investigados da 34ª fase da Lava Jato, a operação Arquivo X. Todos estão detidos na superintendência da Polícia Federal em Curitiba e já foram interrogados pelo Ministério Público na última sexta-feira (23).

Agora, a PF e o MPF podem pedir a prorrogação das temporárias por mais cinco dias ou a conversão para prisão preventiva, quando não há prazo para soltura. Se não houver manifestação da força-tarefa, os investigados podem ser soltos. A decisão será do juiz Sérgio Moro e só deve sair no final da tarde de hoje.

A operação Arquivo X apurou irregularidades na construção de duas plataformas para a exploração de petróleo na camada do pré-sal. Em 2012, as empresas Mendes Junior e OSX formaram um consórcio que fechou um contrato com a Petrobras, de mais de 900 milhões de dólares, para a construção das plataformas. As investigações apontaram que as empresas não teriam experiência, estrutura ou tradição no mercado para assinar o contrato.

Para formar o consórcio, a força-tarefa afirma que houve pagamentos de propina que passam de R$ 10 milhões. Os sete presos são executivos da Mendes Junior e da OSX, além de diretores da Isolux, uma empresa que teria sido usada para repassar propina de aproximadamente R$ 6 milhões a José Dirceu.

O Ministério Público ainda não se manifestou sobre a situação do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele chegou a ser detido, mas cinco horas após a prisão, o juiz Sérgio Moro decidiu soltá-lo por causa do estado de saúde de sua esposa, que está internada em São Paulo. Mantega é acusado de pedir propina de R$ 5 milhões ao empresário Eike Batista, ex-presidente da OSX, para quitar uma dívida de campanha do PT. O ex-ministro nega as acusações.

Repórter Tabata Viapiana

Deixe seu comentário