Foto: Cristina Seciuk / CBN Curitiba
Foto: Cristina Seciuk / CBN Curitiba

Críticas ácidas, troca de acusações e polêmicas deram o tom do segundo debate das eleições 2016 em Curitiba, realizado na noite deste domingo na RICTV. O encontro reuniu sete dos oito pleiteantes ao executivo municipal, exatamente uma semana antes de os eleitores irem às urnas.

O debate começou às 22h45 e se estendeu até a madrugada, durou cerca de duas horas e meia.

Participaram da agenda Ademar Pereira (PROS), Gustavo Fruet (PDT), Maria Victoria (PP), Ney Leprevost (PSD), Rafael Greca (PMN), Requião Filho (PMDB) e Tadeu Veneri (PT).

O primeiro bloco foi de confronto direto entre candidatos, e começou logo com embate entre Fruet e Greca. O atual prefeito questionou o oponente sobre obras que – supostamente – teriam sido subtraídas do patrimônio municipal.

Greca rebateu.

A polêmica com relação ao acervo não foi a única que virou assunto. O próprio candidato do PMN trouxe à tona uma declaração dada por ele durante sabatina na PUC, em que disse ter passado mal ao atender um cidadão em situação de rua.

A colocação foi alvo da artilharia de opositores mais adiante, quando o tema da pergunta a ser formulada era justamente a população de rua. Foi no segundo bloco, quando Requião Filho alfinetou Greca.

Mais cedo, na primeira fala à que teve direito durante o debate, o candidato do PMDB destacou a ausência da Xênia Mello.

A candidata do PSol não foi convidada, mas esteve na sede da RIC e cobrava a sua inclusão no programa. Com o indeferimento de Afonso Rangel (PRP), ela foi a única candidata a não participar. Xênia foi barrada no bloqueio policial, que é montado normalmente para eventos como o deste domingo, e falou em arbitrariedade.

Em nota, a RICTV informou que segue os padrões estabelecidos pela Rede Record, em todo o país, para a realização dos debates políticos, em conformidade com a legislação eleitoral. Pela regra aplicada, a participação é garantida apenas aos candidatos cujos partidos ou coligações tenham representatividade mínima na Câmara Federal. Por isso, apesar das reclamações da Frente de Esquerda, o debate foi realizado mesmo conforme essa definição.

Dentro do estúdio, os candidatos disparavam críticas à atual situação do município e à gestão Fruet. Maria Victória, candidata do PP, falou em falta de capacidade para o diálogo quando tratava da briga entre Uber e taxis.

Ney Leprevost (PSD) também fez criticas: à mobilidade e ao transporte, em especial à rede de ônibus, segundo ele cara e obscura.

Já Ademar Pereira do PROS destilou críticas, mas focou no líder nas pesquisas.

Durante todo o debate Rafel Greca foi alvo, mas também partiu para o ataque. Primeiro contra Tadeu Veneri (PT), questionado sobre por que deu errado o “casamento” que elegeu Fruet em 2012, se referindo à aliança com o PDT.

Gustavo Fruet também foi diretamente questionado pelo candidato do PMN, com acusações quanto à habitação.

Fruet negou problemas para a execução de obras na área, falou em campanha de desconstrução e se valeu da aliança do oponente para subir o tom das críticas.

Esse encontro na RICTV foi o penúltimo entre os candidatos antes da eleição municipal. Mais um será realizado na noite desta quinta-feira (29), na RPC TV.

Repórter Cristina Seciuk

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