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A sede do CVV em Curitiba. Google Street View

A equipe de voluntários no Centro de Valorização da Vida de Curitiba (CVV) teve que ser reforçada nos últimos meses. No ano passado, eram 38 atendentes; em 2016 o numero subiu para 70. Isso porque a procura pelo serviço aumentou 55%. Em 2015 eram 900 atendimentos por mês. Hoje são mais de  1.400, isso só na capital paranaense.

O porta-voz do Centro de Valorização da Vida, Quintino Dagostin, explica que a alta se deve principalmente a dois fatores: a crise econômica pela qual passa o país e o debate mais frequente sobre suicídio e saúde mental nos veículos de comunicação.

O Centro de Valorização da Vida oferece atendimento por telefone, pela internet ou pessoalmente.

Os atendentes, antes de começarem a exercer a função, passam por um curso de 50 horas. Dagostin faz questão de ressaltar que eles não são conselheiros, apenas acolhem os depoimentos, muitas vezes desesperados.

O atendimento acontece 24 horas por dia por telefone e internet. Ao vivo, na sede do Centro na Rua Carneiro Lobo, 35 ,no Água Verde, no horário comercial. Os voluntários atendem ligações de homens e mulheres de todas as idades e classes sociais. Os problemas são diversos.

Dados do Ministério da Saúde apontam que a cada dois dias são registrados três suicídios no Paraná.

Em 2014, foram 574 mortes deste tipo . Já o numero de tentativas de suicídio é três vezes maior: 1738 em 2014.

Lembrando que setembro é o “Mês Amarelo”, época de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Vários monumentos do país foram iluminados com a cor amarela para reforçar a campanha.

O telefone do Centro de Valorização da Vida é 3342.4111.

Repórter Andressa Tavares

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