Foto: www.ufpr.br
Reprodução Facebook
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Um grupo de pesquisas da Universidade Federal do Paraná tem acompanhado, em tempo real, o comportamento e as estratégias eleitorais adotadas pelos candidatos a prefeito de Curitiba nas redes sociais.

O projeto faz parte do programa de pós-graduação em ciência política da UFPR e foi batizado de “MEME: e-Monitor Eleitoral”. A equipe coletou mais de 25 mil postagens produzidas por sete candidatos à prefeitura de Curitiba, durante cinco anos e oito meses (de primeiro de janeiro de 2012 até 31 de agosto de 2016).

A principal conclusão é que, sim, a maioria intensifica a atividade nas redes sociais em período eleitoral, de acordo com um dos pesquisadores do grupo, Márcio Carlomagno.

Em outra linha de pesquisa, o grupo analisou o conteúdo de mais de 850 postagens dos candidatos no Facebook, durante o mês de julho. O resultado mostrou quais se aproximam mais de “campanha negativa”, quais falam sobre “propostas” ou “agenda”.

Em 2016, o tempo da campanha e o período da propaganda no rádio e na TV foram reduzidos graças a uma reforma eleitoral implantada no ano passado. Com isso, na visão de Márcio Carlomagno, as redes sociais se tornaram uma ferramenta de grande relevância para os candidatos. Também é importante, para o eleitor, conhecer a postura dos políticos na internet.

De acordo com o coordenador de comunicação do TRE, o Tribunal Regional Eleitoral, Marden Machado, as únicas proibições para campanhas nas redes sociais são materiais pagos ou patrocinados.

O grupo de pesquisa da UFPR conta atualmente com 14 integrantes, entre professores, alunos de doutorado, mestrado e graduação, e profissionais do mercado, como jornalistas. Além de Curitiba, as análises também abrangem outras capitais do país, como por exemplo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.

Repórter Tabata Viapiana

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