Foto: www.ufpr.br

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Após uma semana, a Universidade Federal do Paraná ainda não se pronunciou sobre as denúncias de assédio e violência nos campi da instituição reveladas pela reportagem da CBN.

A falta de segurança nos campi, principalmente no Centro Politécnico, criou uma rotina de medo entre as mulheres que frequentam o local. Os casos foram denunciados à reportagem da CBN por alunas da Universidade Federal do Paraná na sexta-feira passada.

Naquele dia, duas alunas foram assediadas no estacionamento do Centro Politécnico. Quem relatou o caso foi a estudante da UFPR Brisa Piakoski, que integra o Coletivo Feminista Enedina Alves Marques, composto por alunas da instituição.

As estudantes falam o quão comum são os casos de assédio e violência dentro da universidade. Essas situações também acontecem em outros campi da Universidade Federal do Paraná.

No entanto, no Centro Politécnico a situação é mais grave por causa do tamanho do campus. Os episódios de assédio acontecem a qualquer hora do dia, segundo as alunas.

Roubos e assaltos também são comuns no Centro Politécnico. A reportagem da CBN questionou à estudante sobre a atuação de seguranças dentro do Centro Politécnico. Ouça qual foi a resposta.

As estudantes desabafam que várias reclamações já foram levadas à instituição. Mas, até hoje, nenhuma das denúncias teve uma resposta efetiva por parte da Universidade Federal do Paraná.

A estudante Ana Karolina Barbosa, também integrante do Coletivo Feminista Enedina Alves Marques, fala que, sem ter a quem recorrer, as alunas fazem as denúncias em grupos da internet ou pedem para professores levarem os casos para a direção da universidade.

Nesta sexta-feira, mais uma vez, a reportagem da CBN entrou com contato com a UFPR, e continua aguardando um posicionamento sobre as denúncias de assédio e violência nos campi.

Repórter Ana Krüger

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