Foto: Agência Brasil
Paulo Roberto Costa (Agência Brasil) (2)
Foto: Agência Brasil

Dois anos após a homologação do acordo de delação premiada, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, passa para o regime aberto a partir deste sábado.

A mudança no regime está prevista na colaboração firmada com o Ministério Público Federal em 2014. A partir do dia primeiro de outubro deste ano, Paulo Roberto Costa passa para o regime aberto, e já pode realizar viagens com autorização judicial.

O ex-diretor foi um dos primeiros investigados da Lava Jato a optar pela delação premiada. O acordo é considerado até hoje um dos mais importantes da operação, pois revelou como funcionava o cartel de empreiteiras que fraudava licitações da Petrobras, além de detalhes sobre os percentuais desviados de cada contrato da estatal e os beneficiários da propina, incluindo políticos e partidos.

Ele também se comprometeu a devolver 23 milhões de dólares aos cofres públicos. Costa foi preso pela primeira vez em 20 de março de 2014, apenas três dias após a deflagração da primeira fase da Lava Jato, mas foi solto em maio por decisão do Supremo Tribunal Federal. Porém, ele voltou para a cadeia cerca de um mês depois. Foi quando decidiu assinar a delação. O ex-diretor só foi solto novamente em primeiro de outubro de 2014, depois que o STF homologou o acordo.

Durante o primeiro ano fora da cadeia, Costa ficou em prisão domiciliar. Em outubro do ano passado, houve a segunda mudança de regime, passando para o semiaberto diferenciado. Agora, ele chega ao regime aberto. O ex-diretor é réu em oito processos da Lava Jato e já acumula penas superiores a 70 anos de prisão. Mas por ser colaborador, ele não cumprirá mais que 20 anos.

Repórter Tabata Viapiana

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