Foto: Pedro Oliveira / ALEP
Foto: Pedro Oliveira / ALEP

Um dia após a realização do primeiro turno das eleições começa a tramitar na Assembleia Legislativa a Lei de Diretrizes Orçamentárias que revoga o reajuste salarial dos servidores, acordado no ano passado em meio a greve.

O texto está na Assembleia Legislativa. O Governo do Paraná pretende revogar a lei que determinava a reposição da inflação nos salários dos servidores do Paraná.

A prioridade será pagar promoções e progressões que passa dos 700 milhões, segundo o líder do executivo na Casa. Luiz Cláudio Romanelli, do PSB, diz que em função da quebra do acordo, greves são esperadas, mas ‘não há como tirar coelhos da cartola’..

O reajuste fracionado nos salários dos servidores do Paraná foi autorizado em meio a greve dos professores e ocupação da Assembleia Legislativa. O episódio deixou mais de 200 pessoas feridas no Centro Cívico.

O Governo do Paraná havia se comprometido a pagar 3.45% do reajuste em outubro e outros 10,67% em janeiro de 2016. Já as perdas do ano que vem, seriam acertadas em janeiro seguinte com um adicional de 1%.

A proposta de revogação era pra ter começado a tramitar na Assembleia, dentro da LDO, em julho, mas o governo resolveu esperar. As férias de julho dos parlamentares teve de ser, inclusive, suspensa em razão disso. O tema começa, portanto, a ser discutido agora, após o primeiro turno das eleições municipais.

Tadeu Veneri, do PT, diz que a situação é grave.

Para Tercílio Turini, do PPS, da bancada independente, o Governo do Paraná está sendo corajoso ao tentar quebrar o acordo.

O pagamento da data base só deve acontecer após a quitação das promoções e progressões, e isso só aconteceria em 2017, disse o líder do executivo.

Repórter Andressa Tavares

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