Foto: www.ufpr.br

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Depois de duas semanas de silêncio, a Universidade Federal do Paraná afirma que casos de assédio e assaltos dentro dos campi da instituição são de responsabilidade da segurança pública do estado.

O posicionamento foi dado pelo pró-reitor de Administração, Edelvino Razzolini Filho, em resposta à cobrança de alunas por ações que barrem a violência nos campi da instituição.

Sem resposta por parte da Universidade Federal do Paraná, estudantes fizeram uma manifestação nesta sexta-feira cobrando da reitoria ações para barrar casos de violência e assédio nos campi da instituição.

A CBN Curitiba acompanha desde o 23 de setembro denúncias feitas por universitárias do Centro Politécnico, sobre a rotina de medo entre as mulheres que frequentam o local.

A estudante Brisa Piaskoski, que também integra um coletivo feminista formado por alunas da Federal do Paraná, diz que desde então receberam apenas silêncio da universidade.

O Diretório Central dos Estudantes também acompanha os casos. A representante do DCE, Ana Bonamigo, revela que os problemas não são de hoje.

A integrante do Diretório ainda reforça que a estrutura da universidade piora a sensação de insegurança.

Procurada, a universidade se manifestou nesta sexta-feira, exatas duas semanas depois da denúncia inicial.

À CBN Curitiba, pró-reitor de Administração, Edelvino Razzolini Filho, afirmou – sobre estrutura – que há sim necessidade de modernização, e que ações estão sendo tomadas.

Já com relação à segurança, o pró-reitor afirmou que os profissionais dos campi tem a atividade restrita à vigilância patrimonial e que outras medidas não podem ser tomadas porque – no entendimento da Universidade – a responsabilidade é da polícia.

Sobre o posicionamento da Universidade Federal do Paraná, a Polícia Militar afirma em nota que tem intensificado a patrulha em volta dos campi, sobretudo na região do Centro Politécnico, em horários de entrada e saída de alunos, mas não tem autorização para atuar dentro da Universidade.

Repórter Cristina Seciuk

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