Visita de animais em hospitais precisa seguir série de cuidados

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A visita de animais em hospitais precisa seguir uma série de cuidados, que vão desde a higiene dos bichos até o treinamento para voluntários. Alguns hospitais de Curitiba já adotam a prática, em parceria com ONGs. Nesta semana, um projeto que autoriza a entrada de animais em hospitais foi aprovado na Assembleia, mas tem gerado polêmica.

Pela proposta, fica autorizada a entrada de animais de estimação em hospitais privados e públicos em todo o Paraná. Cada instituição pode criar as próprias normas, mas o texto já restringe o número de ambientes que podem receber os bichos, além de exigir carteira de vacina atualizada e autorização de um médico veterinário.

Alguns hospitais de Curitiba já adotam a chamada “terapia assistida com animais”, como a Santa Casa, o Hospital Cajuru e o Hospital de Clínicas. Mas as visitas são coordenadas pelo projeto Amigo Bicho, que existe há quase 11 anos. O grupo seleciona voluntários e animais aptos a realizarem as visitas com segurança, sem riscos aos pacientes, com objetivo único de melhorar o estado emocional das pessoas internadas – como explica Letícia Castanho, médica veterinária e coordenadora do projeto.

O projeto Amigo Bicho possui atualmente 45 cachorros e dois gatos. Uma equipe do hospital sempre acompanha as visitas, que normalmente acontecem nos quartos. Letícia explica que é preciso seguir uma série de cuidados – a começar por um teste de comportamento nos animais.

A saúde dos animais também precisa estar em dia. Eles tomam banho antes de entrar no hospital, além da higienização das patinhas.

Cada animal é acompanhado por um voluntário, que também passa por um treinamento antes de participar das visitas.

O projeto de lei aprovado pela Assembleia é mais amplo que o trabalho realizado pelo Amigo Bicho, porque prevê que as pessoas internadas possam receber a visita dos próprios animais. A proposta já seguiu para sanção ou veto do governador Beto Richa, mas tem gerado polêmica. Isso porque, o sindicato dos hospitais não concorda com a entrada de qualquer tipo de animal nos hospitais e acredita que há riscos para os pacientes.

O projeto aborda vários animais domésticos, como cachorros, gatos, tartarugas, pássaros e coelhos. O sindicato não é contra a entrada dos bichos, desde que estejam treinados e acompanhados por pessoas acostumadas com a dinâmica hospitalar – como é o caso do projeto Amigo Bicho.

Repórter Tabata Viapiana



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