O PT e o PMDB descartaram a possibilidade de apoiar quaisquer dos candidatos ao segundo turno em Curitiba. Ao justificar a neutralidade, Tadeu Veneri e Requião Filho, que saíram derrotados nas urnas, criticaram os planos de governo das duas chapas que seguem na disputa.

A menos de quinze dias do segundo turno das eleições os partidos e os políticos que ficaram de fora da briga pelo executivo municipal firmam posição sobre a disputa entre Ney Leprevost (PSD) e Rafael Greca (PMN).

Em entrevistas à CBN Curitiba, dois deputados estaduais que concorreram no primeiro turno declararam neutralidade, junto com os respectivos partidos.

O PT de Tadeu Veneri foi um dos que optou por manter distanciamento da reta final de campanha.

Requião Filho e o PMDB também não formalizam apoio.

Durante a sessão desta terça-feira na Assembleia, que aconteceu pela manhã, a CBN Curitiba também tentou ouvir a ex-candidata e deputada Maria Victória (PP). A parlamentar confirmou presença no painel eletrônico, mas não foi encontrada no plenário para atender ao pedido de entrevista.

Além de PMDB e do PT, o atual prefeito Gustavo Fruet também optou pela neutralidade.

O posicionamento foi tornado público em uma nota divulgada na página oficial no Facebook. No texto, Fruet afirma que não vai apoiar nenhum dos candidatos por questão de responsabilidade. O prefeito defende que seria incoerente apoiar planos de governo que “não cabem no orçamento de Curitiba e tampouco estão adequados ao momento da economia nacional”.

Ainda sem definição oficial, outras legendas podem declarar apoio nos próximos dias. É o caso do PROS, de Ademar Peireira, que deve definir posicionamento até a quinta-feira (13).

O Psol de Xênia Mello faz reunião no próximo sábado (15) para uma tomada de posição.

Além desses, outros partidos já fecharam questão: o PTB e o PRB formalizaram apoio à Rafael Greca (PMN).

Por sua vez, Ney Leprevost recebeu até o momento o apoio oficial do Partido Verde e do PPS.

Repórter Cristina Seciuk

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