Assembleias serão organizadas para decidir se estudantes querem dialogar com Governo do Paraná

Foto: CBN Curitiba

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De um lado, estudantes ocupando escolas num crescente. De outro, o Governo do Paraná tentando conter a ação, preocupado em retomar aulas suspensas para cerca de 100 mil alunos, de acordo com dados oficiais.

As ocupações chegaram à casa das centenas no Estado e diante de pedidos de reintegração de posse, o presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas, Matheus dos Santos, afirmou, em uma entrevista convocada pelos alunos, que não decide nada sozinho. Ele avisou que, ainda nesta semana, os alunos vão organizar assembleias para decidir se a maioria quer ou não dialogar com o Governo do Paraná.

Em cerca de 10 dias as ocupações nas escolas, que começaram com um colégio em São José dos Pinhais na Região Metropolitana de Curitiba cresceram. Se espalharam por quase 50 cidades, além de três campi da Unioeste, a Universidade Estadual do Oeste, em Toledo, Cascavel e Marechal Cândido Rondon. O Governo do Paraná entrou com pedidos de reintegrações de posse das escolas. Sobre uma possível desocupação o presidente da União dos Estudantes Secundaristas respondeu:

As ocupações no Paraná são uma resposta à medida provisória do Governo Federal que trata de alterações no Ensino Médio. As principais mudanças são no conteúdo obrigatório que seria reduzido para privilegiar cinco áreas: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional e o aumento da carga horária de forma progressiva até atingir 1,4 mil horas por ano- o ensino integral. Hoje são 800 horas de aulas por ano. Indignados, os estudantes paranaenses também saíram às ruas para organizar bloqueios nos últimos dias e no último fim de semana realizaram uma manifestação com milhares de participantes no centro de Curitiba.

Ainda na coletiva convocada pelos estudantes, o presidente da Upes afirmou que os alunos querem a retirada imediatada da medida por parte do Governo Federal.

Os estudantes secundaristas se manifestaram depois de um pronunciamento do Governador Beto Richa, publicado nas redes sociais. No vídeo, o Governador chama os alunos para o diálogo.

Na mesma mensagem, o Governador reafirmou que nenhuma disciplina vai ser retirada da grade curricular e que o Paraná não vai ter mudanças de imediato. Beto Richa disse ainda que a medida provisória precisa ser debatida antes de qualquer aprovação.

No interior do Paraná, o Governador afirmou na última sexta-feira (7) que os alunos não sabem porque estão protestando e que são doutrinados por sindicatos ligados a CUT e ao Partido dos Trabalhadores.

Também na entrevista coletiva, o presidente da União Paranaense dos Estudantes rebateu as afirmações.

A secretaria de Segurança Pública do Paraná já avisou que as reintegrações de posse nas escolas só devem ser cumpridas se as tentativas de diálogos com os estudantes falharem.

Repórter Rafaela Moron



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