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O senador Roberto Requião, do PMDB, disse que o Senado foi “covarde” ao não aprovar o requerimento de urgência para votação imediata do pacote anticorrupção. Já o senador Álvaro Dias, do PV, afirmou que a Casa evitou a concretização de um “golpe” em Plenário.

Dos três senadores paranaenses, dois estavam presentes na sessão desta quarta-feira: Roberto Requião, do PMDB, e Álvaro Dias, do PV. Gleisi Hoffmann, do PT, não participou do polêmico debate sobre um requerimento de urgência, apresentado pelo presidente da Casa, Renan Calheiros, para votação imediata do pacote anticorrupção.

O projeto, inspirado nas “dez medidas contra a corrupção” do Ministério Público Federal, foi desconfigurado na Câmara e chegou nesta quarta-feira ao Senado. A principal mudança feita na Câmara foi a inclusão de punições a membros do Ministério Público e juízes que cometerem abuso de autoridade. A medida foi interpretada por investigadores como “retaliação” ao avanço da Lava Jato.

O requerimento previa que o projeto já fosse votado na própria sessão de quarta-feira, mas acabou rejeitado por 44 votos a 14. Para Requião, foi uma demonstração de “covardia” dos senadores, que fugiram do debate. Ele votou a favor do requerimento e disse que é preciso responsabilizar autoridades que cometam abusos.

Já o senador Álvaro Dias votou contra a votação imediata do pacote anticorrupção e se manifestou na tribuna da Casa. Ele disse que foi uma “tentativa de golpe” em Plenário para que a proposta não passasse pelas comissões do Senado. E ainda comemorou o que chamou de “derrota dos conspiradores”.

Com a rejeição do requerimento de urgência, o texto segue para análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado.

Repórter Tabata Viapiana

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