O plenário da Câmara Municipal decidiu no começo da tarde pela suspensão do mandato do vereador Professor Galdino (PSDB). O placar foi de 21 votos favoráveis e sete abstenções.

A sessão especial realizada para que os vereadores definissem pela aprovação ou não do relatório final da Comissão Processante durou cerca de cinco horas. O julgamento e a penalidade são relacionados ao caso de suposta agressão e assédio denunciados por Carla Pimentel (PSC).

Os trabalhos foram iniciados pouco depois das 9h, com ambiente que ficou tenso em diversos momentos.

A sessão foi iniciada com a leitura do parecer final da comissão, seguida de discussões na tribuna.

Vários parlamentares fizeram uso da palavra.

Chicareli (PSDC) chegou a apresentar requerimento para que o caso fosse levado ao conselho de ética, mas teve o pedido indeferido pela mesa.

Chico do Uberaba (PMN) defendeu que nada foi provado contra Galdino e fez críticas à Carla Pimentel.

Um dos vereadores que testemunhou o caso, Rogério Campos, também subiu à tribuna.

Tico Kuzma, que presidiu a comissão processante, defendeu o trabalho do colegiado. Disse que a Câmara não está empurrando o caso com a barriga, mesmo no final da legislatura, e foi aplaudido pelos colegas.

A própria Carla Pimentel fez uso da palavra – falou ser impossível colocar panos quentes na situação e reafirmou ter sido agredida.

Após a fase de discussões, foi iniciado o tempo para a defesa. Galdino não participou da sessão; está afastado dos trabalhos há várias semanas, com atestados médicos. O vereador foi representado pela advogada Mirian Carvalho.

Segundo ela, a aplicação da pena prevista é contrária ao regimento interno da Câmara e defendeu ainda que a ideia de falta de punição com a suspensão do mandato seria descabida.

Ela afirmou ainda que percebe sede de vingança na condução do caso.

Mirian Carvalho falou por cerca de 1h20.

Encerrada a defesa, foi aberta a votação que definiu pela suspensão do tucano até o final da legislatura, que se estende até 31 de dezembro.

Com a penalidade, Galdino vai deixar de receber o subsídio referente ao período, mas não terá direitos políticos prejudicados.

Repórter Cristina Seciuk

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