Foto: reprodução Rádio CBN
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Foto: reprodução Rádio CBN

O juiz Sérgio Moro acolheu nesta sexta-feira uma denúncia feita na quinta-feira pela força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal de Curitiba contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Ele é acusado de ter recebido R$ 2,7 milhões em propina desviada de obras do Comperj – o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. Cabral vai responder por corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo o MPF, a propina foi paga através de entregas de dinheiro em espécie, realizadas por executivos da Andrade Gutierrez para emissários do então governador, inclusive na sede da empreiteira em São Paulo. No dia em que Cabral foi preso, há um mês, o procurador Athayde Ribeiro Costa explicou como aconteceu o acerto da propina.

Na ocasião, o procurador também criticou a conduta do ex-governador, principalmente porque o Rio passa por uma grave crise econômica e até decretou estado de calamidade financeira.

Outros seis investigados da Lava Jato também se tornaram réus na mesma ação penal, incluindo a esposa de Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, que está presa no Rio de Janeiro, e Wilson Carvalho, apontado como braço-direito do ex-governador, além de executivos da Andrade Gutierrez.

É a primeira ação penal contra o ex-governador que vai tramitar, a partir de agora, na Justiça Federal do Paraná. Ele foi preso em 17 de novembro e transferido para Curitiba no último final de semana. Atualmente, está detido na superintendência da Polícia Federal.

Repórter Tabata Viapiana

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