O ex-deputado Eduardo Cunha foi transferido da superintendência da Polícia Federal para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

No presídio estadual, Cunha se junta a outros dez presos da Operação Lava Jato. Entre eles estão o ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-deputado André Vargas.

A remoção aconteceu no início da tarde desta segunda feira, e foi autorizada na sexta-feira (15) pelo juiz Sérgio Moro, apesar do pedido da defesa de Cunha para que ele permanecesse na carceragem da Polícia Federal.

O juiz atendeu a um pedido da própria Polícia Federal, que alegou falta de espaço na carceragem para manter os 13 os presos da Lava Jato.

Consultada, a defesa de Cunha pediu para que ele não fosse transferido pelo menos até o depoimento ao juiz Sérgio Moro, marcado para fevereiro do ano que vem. De acordo com a defesa, a transferência dificulta o contato com o ex-deputado, em razão da localização do presídio e da limitação das visitas, o que não ocorre na sede da PF.

Moro, no entanto, não aceitou os argumentos e determinou a transferência de Cunha.

Por outro lado, o juiz atendeu a um pedido da defesa do ex-tesoureiro do Partido Progressista, João Claudio Genu, e autorizou que ele permaneça na carceragem da PF por estar negociando um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

Repórter Ana Krüger

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